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 Aguardado há tempos, enfim, o novo disco do Cabruêra já está para chegar. O tão falado Visagem vem caprichado: o CD, patrocinado pela Petrobras, gravado no Fábrica (Recife) e lançado independente, traz 12 faixas, produzidas por João Parahyba (do lendário Trio Mocotó) e embaladas em edição digipack, ilustrada com um trabalho de primeira grandeza (fruto de um apanhado dos dez anos de documentação fotográfica pelo interior do Nordeste) do fotógrafo Augusto Pessoa, irmão de Arthur Pessoa, o único remanescente da formação original do grupo, que teve início em 1998, em Campina Grande. Já há alguns poucos anos, a banda se resume a quatro integrantes: Arthur (violão esferográfico, escaleta e voz), Pablo Ramirez (bateria e percussão), Edy (baixo) e Léo Marinho (guitarra), formação que tem levado o Cabruêra a um universo de funks, grooves e até rock. “De certa forma, desde o último álbum (Sons da Paraíba, 2006) já vínhamos flertando um pouco mais com os grooves do funk e também com a presença dos metais (gravados no disco por Spok e sua turma) - e que agora fazem parte da formação de palco em todos os shows, com trombone e trompete”, conta Arthur Pessoa (você pode ler a íntegra da entrevista no site do JP). O vocalista diz que o grupo chegou a este ponto de maneira espontânea. “Surge como fruto da nossa abertura em incorporar novas linguagens e influências musicais, rezando na cartilha da música livre e sem fronteiras, porém sem nunca perder o sotaque brasileiro, em particular nordestino”, acrescenta. Em disco, o timoneiro desse caminho foi mesmo Parahyba, um dos músicos do Trio Mocotó que acompanhou Jorge Ben Jor em seus melhores álbuns (Ben chegou a homenagear Parahyba com “Comanche”). “O João Parahyba é um grande músico e produtor, com uma sensibilidade aguçada e ritmo correndo nas veias”, elogia Pessoa. Arthur revela que a ideia de ter Comanche na produção partiu do produtor da banda na Europa, que já o conhecia pelas turnês do Mocotó pelo Velho Mundo. “A participação de João Parahyba, além de divertidíssima pelo auto astral dele, foi fundamental para o resultado final do disco, seja na orientação para o formato de algumas ideias e arranjos, seja na participação mais que especial dele tocando percussão em algumas faixas”. Da mesma forma que os trabalhos anteriores, Visagem se divide entre faixas cantadas e instrumentais - caso de “Visagem”, “Feira da prata” e “Aruanda” (esta, gravada originalmente para Utopia e Barbarie, de Sílvio Tendler). Quase todas são assinadas pelos integrantes, a exceção da belíssima “Sina de violeiro”, música inspirada nos versos de “Céu” (dos repentistas Rogério Menezes e Hipólito Moura), que termina citando a homônima “Sina de violeiro”, de Braulio Tavares. O CD com o encarte ilustrado com as fotos de Augusto Pessoa chega depois do carnaval - e estará à venda na Banca do Orlando (CG) e Óliver Discos e Música Urbana (JP) -, mas o disco estará disponível para download gratuito no Overmundo (hoje, metade dele já pode ser baixado na web, numa versão promocional). Arthur diz que 200 CDs já foram enviados à Europa. “A ideia é que possamos assinar com alguma gravadora na Europa para lançamento no exterior, preparando o terreno para um turnê durante o verão europeu em meados de junho”, afirma.
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